Existe uma diferença enorme entre ter perfis nas redes sociais e ter, de fato, uma gestão de redes sociais. A maioria das empresas brasileiras vive no primeiro grupo: publica quando lembra, sem calendário, sem meta clara e sem entender por que alguns conteúdos performam e outros não.
O alcance orgânico do Instagram e do Facebook caiu bastante nos últimos anos. Hoje, uma publicação alcança em média entre 3% e 7% dos seguidores de uma página sem qualquer tipo de impulsionamento, segundo dados compilados por agências do setor. Isso significa que, na prática, mais de 90% de quem segue uma marca simplesmente não vê o que ela publica, a menos que exista uma estratégia de conteúdo e, em muitos casos, um investimento complementar em mídia paga.
Por que constância sem estratégia não funciona
Postar trinta vezes por mês com conteúdo mediano tende a gerar resultado pior do que postar doze vezes com conteúdo realmente bom. O algoritmo das principais redes prioriza engajamento, não volume. Uma gestão profissional de redes sociais parte de um diagnóstico do público, das metas do negócio e do que a concorrência está fazendo, para só então construir um calendário editorial com propósito.
Como um calendário editorial profissional é construído
O processo começa entendendo quem é o público da marca: quais são suas dúvidas, dores e hábitos de consumo de conteúdo. Essa informação vem do cruzamento de dados das próprias redes, de conversas com o time comercial e do que já se sabe sobre os clientes existentes. A partir disso, a escolha das plataformas deixa de ser um chute. Uma marca com foco em geração de leads corporativos provavelmente vai priorizar o LinkedIn, enquanto uma marca voltada ao consumidor final tende a investir mais em Instagram e TikTok, que hoje já ultrapassa 91 milhões de usuários no Brasil segundo dados do setor.
Métricas que realmente importam além de curtidas
Um erro recorrente é medir sucesso apenas por número de seguidores. Essa é uma métrica de vaidade, que não diz muito sobre o retorno real do investimento. A referência de mercado para taxa de engajamento saudável fica entre 3% e 7% no Instagram e entre 1% e 3% no LinkedIn, calculada a partir de curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos divididos pelo alcance. Outras métricas relevantes incluem cliques gerados para o site, leads captados por mensagens diretas e formulários, e o custo por lead obtido através das redes.
O que muda com uma gestão profissional
A diferença mais perceptível costuma ser a consistência de mensagem. Uma marca gerida por profissionais mantém tom de voz, identidade visual e frequência de publicação estáveis, mesmo quando a rotina interna da empresa está corrida. Além disso, existe acompanhamento constante de resultados, com ajustes de estratégia conforme os dados vão aparecendo, algo que dificilmente acontece quando a responsabilidade fica dividida entre outras tarefas do dia a dia da empresa.
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